sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VITALINO FAGUNDES, PRESIDENTE DA AJ FONTE DO BASTARDO REFERIU QUE O OBJECTIVO PRINCIPAL É ESTAR DE NOVO NA FINAL - TERCEIRA

O líder da AJFB aponta as razões que conduziram a um início de época menos conseguido. Ainda assim, o sonho de voltar a estar na decisão do título de voleibol é grande.

Levando em linha de conta a brilhante conquista do troféu nacional de voleibol, as expectativas em relação à Associação de Jovens da Fonte do Bastardo (AJFB) estão em alta. Acontece, porém, que, depois de perder a Super-Taça para o Benfica, a equipa de Alexandre Afonso já contabiliza três derrotas no Campeonato Nacional, a que se junta a saída, embora por motivos diferentes, de Luis Samuels e Petrus Silva. Diga-se um início de época um pouco atribulado e um pouco aquém do projectado?

Vitalino Fagundes: Não está, de facto, a ser fácil, essencialmente, pelos motivos apontados. A Super-Taça era uma prova em que tínhamos objectivos. Como era disputada em apenas um jogo, só podíamos pensar em vencer. Na realidade, a equipa não chegou bem a esse compromisso, acabando por perder com justiça, embora dando alguma luta ao Benfica. Como tal, só temos que dar os parabéns a quem ganhou.
O arranque de época também tem sido atribulado, em virtude dos casos que referiu. Desde logo houve um atleta, Petrus Silva, que chegou ao plantel e adoeceu. Segurámos a situação o máximo de tempo que nos foi possível, mas acabámos por rescindir o contrato no final do passado mês de Outubro, atendendo a que era de todo inviável prolongá-la. Foi, portanto, um atleta que não deu o seu contributo à equipa, embora, na posição central, felizmente, não tivemos qualquer problema com os dois que estão a jogar, na circunstância, o Oton França e o Tiago Leite, os quais têm, inclusive, evidenciado uma belíssima prestação. Aliás, o Tiago chegou este ano e confirmou as expectativas que tínhamos a seu respeito, levando em linha de conta o rendimento que patenteia.
A questão do Samuels, está relacionada com problemas de ordem disciplinar que já estavam a afectar o grupo de trabalho. Conquanto o seu valor desportivo seja conhecido e reconhecido, tivemos que tomar uma atitude firme, o que passou pela rescisão amigável. A verdade nua e crua é que, simplesmente, esta época não chegámos a ter o Luis Samuels. Mesmo no período em que esteve cá, foi um jogador com um baixíssimo índice de rendimento, o que terá tido enorme influência neste arranque de temporada menos positivo”.
Segundo Vitalino Fagundes, em entrevista ao Diário Insular, o caminho é para trabalhar, para os resultados voltarem a fazer a sua aparição.


DFA/DI
Foto: AJFB