Roberto Silva é um técnico de futsal de 44 anos que
nasceu na Calheta do Nesquim, na Ilha do Pico, vivendo actualmente na freguesia
de Santa Cruz, cidade de Lagoa, em São Miguel. Com uma grande vivência
desportiva, pois passou por vários clubes como atleta e depois como treinador, na
época passada esteve no Operário, na equipa sénior e juniores, eis que este técnico
acaba de abraçar um projecto ambicioso no CD Juventude da Candelária. O picoense Roberto Silva iniciou a sua vida desportiva no União Desportiva Calhetense como guarda-redes, tendo abandonado o clube da sua formação com 20 anos de idade, por imposição legal, com o intuito de cumprir serviço militar obrigatório, na Ilha de São Miguel. Mas, simultaneamente com o serviço militar, Roberto Silva avançou para o futebol de salão, na altura com grande projecção. Passou pelo Sport Lagoa e Benfica, Gatos Pretos, Operário e, mais tarde, pelo “Os Valentes”, onde se sagrou campeão de São Miguel, e vice-campeão dos Açores.
Os anos
foram passando e após ter conquistado os referidos títulos, Roberto Silva
decidiu abandonar a competição, mas ficou sempre ligado ao clube “Os Valentes”.
Decide então tirar o curso de treinador de primeiro nível e passou a treinar
alguns escalões de formação de “Os Valentes”.
Com o passar
dos anos, o seu trabalho ganha mais forma e o seu reconhecimento desportivo
começa a enquadra-se no mundo do futsal de “elite”, e por isso acabou por ser
convidado, na época passada, para voltar ao Clube Operário Desportivo, desta
vez como treinador dos guarda-redes da equipa sénior, que militava na 1ª
Divisão Nacional, e simultaneamente o escalão de juniores em conjunto com Veto
Camargo, André Sousa e Paulo Roxo.
“Este foi de
facto o ponto mais alto da minha carreira, pois para além de ser uma honra
trabalhar numa equipa como o Operário, trabalhei com atletas de alta
competição, que jogavam no patamar máximo do futsal português. E depois foi a
felicidade de o Operário ter apostado e reconhecer o meu trabalho. Isso foi
enriquecedor na minha vida desportiva e pessoal. Gostaria de deixar ainda,
através do DFA, um agradecimento público à direcção do Operário pela aposta e
por tudo o que fizeram para que eu conseguisse desenvolver o mais e melhor
possível o meu trabalho. O meu muito obrigado a estes grandes homens do futsal”
– referiu Roberto Silva.
JUVENTUDE CANDELÁRIA
É O CLUBE QUE SE SEGUE…
Roberto Silva, na época que se aproxima, vai abraçar um projecto ambicioso, que
passa por ser o coordenador de todos os guarda-redes do CDJ Candelária,
incluindo os seniores.
“Esta era de
facto uma oportunidade que não podia recusar, até porque partiu de um convite
do presidente e vice-presidente do clube, Rui Manuel e Sérgio Roias. Depois
conheço bem a maneira de trabalhar deste clube, no que diz respeito à
modalidade, e que vai de encontro à minha ideologia. Por isso mesmo digo com um
certo à vontade que foi com muita felicidade que aceitei este convite. Claro
que reconheço que agora tenho uma grande responsabilidade, mas estou pronto
para trabalhar e ajudar atletas e clube a evoluírem no futsal”. Este técnico pretende
levar o Juventude Candelária ao mais alto nível do futsal açoriano. “Quero
ajudar a que o Candelária seja um exemplo a seguir por outros clubes…”.
Relativamente
ao futsal e ao actual momento que vive a modalidade, Roberto Silva considera
que o “futsal é uma modalidade em franco crescimento. Já existem vários clubes
que têm, por força deste crescimento, realizado vários encontros entre técnicos
de futsal na Ilha de São Miguel e Terceira, assim como a acções de formação que
são muito importantes para aperfeiçoar o nosso saber”.
Mário Nunes (jornalista)

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