Locutor/Animador
na Rádio Atlântida
“E LÁ VAI MAIS UM ANO …
O
ano de 2013, apesar dos Açores estarem a passar para uma tremenda crise, o que
se reflete nos apoios institucionais concedidos ao desporto (e não só!), apesar
disso, existem motivos para algumas celebrações, o que reflete a excelência de
alguns projetos/atletas, mas ainda assim, nem tudo vai bem.
Comecemos pela parte boa …
Vários
títulos marcam 2013, no Judo, no Voleibol, no Ténis de Mesa, no Basquetebol
Feminino mas também na Ginástica Aeróbica
e no futebol, onde apesar de não terem conquistado títulos, os jovens
conseguiram presença nos campeonatos nacionais, e com algum destaque que se
espera que continue em 2014.
Permitam-me
que destaque duas competições que projetaram os Açores durante todo o ano e em
todo o mundo. Uma
foi o Red Bull Cliff Diving, pena é
que já se saiba que em 2014 o campeonato não voltará a marcar presença nos
Açores, mas mesmo assim, vai estar presente pela promoção com imagens dos
Açores. A
outra competição foi o SATA Rallye
Açores, que na minha opinião é a maior e melhor aposta feita pela Região em
termos promocionais. Sem qualquer dúvida que o investimento feito pelo Governo
Regional é plenamente justificado pelo retorno obtido com a promoção da região
num canal como o Eurosport, mas onde também não pode ser esquecido o seu site,
o seu Facebook, tal como o site e facebook do próprio FIA ERC, plataformas que
nos dias de hoje levam a mensagem pelo mundo fora!
Ainda
no mundo das 4 rodas, o evidente destaque para Ricardo Moura.
Em
seis participações no Nacional de Ralis, fruto dos 6 Campeonatos dos Açores
conquistados, Ricardo Moura conseguiu mais uma vez colocar o nome dos Açores no
mais alto patamar ao conquistar pela terceira vez consecutiva o Campeonato de
Portugal de Ralis, onde tem conseguido cada vez com menos apoios mais e
melhores resultados!
O pior …
No
plano negativo de 2013, muita coisa se podia escrever, desde logo as grandes
dificuldades por que passam os clubes nesta fase das suas vidas, culpa que não,
nem deve amputar-se apenas ao corte nos apoios institucionais.
A
verdade é que o momento deve ser, tem de ser, de muita reflexão pois em jogo
estão o futuro não só das colectividades, mas também dos muitos jovens que
delas dependem para praticar o seu desporto de eleição, independentemente de
qual seja a modalidade. Dos muitos casos que me ocorrem gostaria de aqui
destacar aquele que me parece mais grave e que envolve a maior instituição de
futebol dos Açores, no caso a Associação de Futebol de Ponta Delgada. O momento
que atravessa é o pior da sua história, pois não pode, ou pelo menos devia, uma
tão nobre instituição ser noticia pelos motivos que o é!
Pela
sua história, pelo seu peso, pela sua dimensão, nunca os seus dirigentes deviam
ter permitido que a Associação de Futebol de Ponta Delgada chegasse a este
ponto, envolvida que está, fruto das (já assumidas diga-se!) atitudes do seu
presidente Auditon Moniz, pessoa por quem tenho enorme respeito e admiração,
fruto dos seus 12 anos de belo trabalho na Associação e que não merecia passar
por esta situação. Na vida há que saber sempre avaliar os momentos, e há
momentos para tudo.
Auditon
Moniz, principalmente pelo excelente trabalho que realizou na liderança da
Associação de Futebol de Ponta Delgada, já devia ter saído, e falo apenas
destes 12 anos, para não falar da sua vida dedicada ao desporto que vai muito
mais além que tempo aqui mencionado e que merece o devido reconhecimento. Ao
não fazê-lo, arrasta no tempo uma situação que me parece inevitável, daí
considerar esta situação a pior de 2013, por tudo o que envolve, por tudo o que
acarreta e por poder colocar em causa todo o tempo que atrás referi. E quanto
mais tempo demorar … pior será!
NOTA
– Gostava de deixar claro, e porque a língua portuguesa por vezes pode levar a
algumas conclusões incorretas, que esta minha opinião se resume apenas e só,
repito, apenas e só, à situação
atual da Associação de Futebol de Ponta Delgada e nada tem a ver com esta ou
aquela possível lista que se perfile para a direção da Associação”.
Carlos
Rodrigues
