sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

“BALANÇO DESPORTIVO DO ANO 2013” POR CARLOS RODRIGUES (RÁDIO ATLÂNTIDA)

Locutor/Animador na Rádio Atlântida
 
“E LÁ VAI MAIS UM ANO …
 
O ano de 2013, apesar dos Açores estarem a passar para uma tremenda crise, o que se reflete nos apoios institucionais concedidos ao desporto (e não só!), apesar disso, existem motivos para algumas celebrações, o que reflete a excelência de alguns projetos/atletas, mas ainda assim, nem tudo vai bem.

Comecemos pela parte boa
Vários títulos marcam 2013, no Judo, no Voleibol, no Ténis de Mesa, no Basquetebol Feminino mas também na Ginástica Aeróbica e no futebol, onde apesar de não terem conquistado títulos, os jovens conseguiram presença nos campeonatos nacionais, e com algum destaque que se espera que continue em 2014.

Permitam-me que destaque duas competições que projetaram os Açores durante todo o ano e em todo o mundo. Uma foi o Red Bull Cliff Diving, pena é que já se saiba que em 2014 o campeonato não voltará a marcar presença nos Açores, mas mesmo assim, vai estar presente pela promoção com imagens dos Açores. A outra competição foi o SATA Rallye Açores, que na minha opinião é a maior e melhor aposta feita pela Região em termos promocionais. Sem qualquer dúvida que o investimento feito pelo Governo Regional é plenamente justificado pelo retorno obtido com a promoção da região num canal como o Eurosport, mas onde também não pode ser esquecido o seu site, o seu Facebook, tal como o site e facebook do próprio FIA ERC, plataformas que nos dias de hoje levam a mensagem pelo mundo fora!
 
Ainda no mundo das 4 rodas, o evidente destaque para Ricardo Moura.

Em seis participações no Nacional de Ralis, fruto dos 6 Campeonatos dos Açores conquistados, Ricardo Moura conseguiu mais uma vez colocar o nome dos Açores no mais alto patamar ao conquistar pela terceira vez consecutiva o Campeonato de Portugal de Ralis, onde tem conseguido cada vez com menos apoios mais e melhores resultados!

O pior …
 
No plano negativo de 2013, muita coisa se podia escrever, desde logo as grandes dificuldades por que passam os clubes nesta fase das suas vidas, culpa que não, nem deve amputar-se apenas ao corte nos apoios institucionais.
 
A verdade é que o momento deve ser, tem de ser, de muita reflexão pois em jogo estão o futuro não só das colectividades, mas também dos muitos jovens que delas dependem para praticar o seu desporto de eleição, independentemente de qual seja a modalidade. Dos muitos casos que me ocorrem gostaria de aqui destacar aquele que me parece mais grave e que envolve a maior instituição de futebol dos Açores, no caso a Associação de Futebol de Ponta Delgada. O momento que atravessa é o pior da sua história, pois não pode, ou pelo menos devia, uma tão nobre instituição ser noticia pelos motivos que o é!
 
Pela sua história, pelo seu peso, pela sua dimensão, nunca os seus dirigentes deviam ter permitido que a Associação de Futebol de Ponta Delgada chegasse a este ponto, envolvida que está, fruto das (já assumidas diga-se!) atitudes do seu presidente Auditon Moniz, pessoa por quem tenho enorme respeito e admiração, fruto dos seus 12 anos de belo trabalho na Associação e que não merecia passar por esta situação. Na vida há que saber sempre avaliar os momentos, e há momentos para tudo.
 
Auditon Moniz, principalmente pelo excelente trabalho que realizou na liderança da Associação de Futebol de Ponta Delgada, já devia ter saído, e falo apenas destes 12 anos, para não falar da sua vida dedicada ao desporto que vai muito mais além que tempo aqui mencionado e que merece o devido reconhecimento. Ao não fazê-lo, arrasta no tempo uma situação que me parece inevitável, daí considerar esta situação a pior de 2013, por tudo o que envolve, por tudo o que acarreta e por poder colocar em causa todo o tempo que atrás referi. E quanto mais tempo demorar … pior será!

NOTA – Gostava de deixar claro, e porque a língua portuguesa por vezes pode levar a algumas conclusões incorretas, que esta minha opinião se resume apenas e só, repito, apenas e só, à situação atual da Associação de Futebol de Ponta Delgada e nada tem a ver com esta ou aquela possível lista que se perfile para a direção da Associação”.

Carlos Rodrigues