terça-feira, 14 de janeiro de 2014

"BALANÇO DESPORTIVO DO ANO 2013" POR A ASSOCIAÇÃO DE ATLETISMO DA ILHA TERCEIRA

Director Técnico AAIT, Hugo Bernardo,
“Após o término da época desportiva, é chegado o momento de se fazer um balanço das actividades desenvolvidas, tais como a participação nas competições locais, regionais, nacionais, número de atletas/clubes filiados, formação de treinadores, formação de atletas, dirigentes e juízes, apoio a atletas jovens talentos e objectivos traçados. Para esta época a Associação de Atletismo da Ilha Terceira tinha como principais objetivos:
- Promover as “Escolinhas do Desporto”; (Núcleos em escolas do 1º ciclo)
- Promover atividades Infantis/Encontro de Escolinhas; (Atividades para atletas entre os 6 e 10 anos, que se fizeram essencialmente nas provas de estrada)
- Promover um campeonato informal para os atletas com 8 e 9 anos (Benjamins B – Provas adaptadas de acordo a sua idade);
- Melhorar a organização dos Campeonatos de Pista (Regulamentos/Programas Horários/Ajuizamento);
- Melhorar a organização do Campeonato de Estrada e Corta-Mato (variar e melhorar os locais das provas);
- Melhorar os Comunicados de Eventos, Convocatórias, Resultados;
- Participar nos campeonatos locais/regionais/Nacionais com maior número de atletas;
- Integrar atletas na seleção Açores para as provas da Campanha Jovem (13 a 17 anos) e Jogos das Ilhas;
- Aumentar o número de atletas nos Rankings Nacionais;
- Melhorar e aumentar as classificações Regionais e Nacionais nas provas da campanha e de clubes;
- Aumentar o número de treinadores/dirigentes/juízes com formação, na modalidade, através da participação nos cursos que se realizarão nesta e em outras associações.
Analisando ao pormenor os objectivos traçados foi difícil ultrapassar algumas resistências, hábitos antigos e nem sempre os mais correctos, e, principalmente, a actual conjectura económica do país. No entanto, conseguiu-se promover a modalidade através da página do facebook, das notas de imprensa, na melhoria dos comunicados de eventos/convocatórias e resultados, colaboração com o SDT (Serviços do Desporto da Terceira) na realização do Desporto Escolar (Corta-Mato e Megas), colaboração com Escola Básica Integrada dos Biscoitos no ajuizamento da Corrida da Primavera, o Campeonato de Benjamins B, atividades infantis/encontros de Escolinhas, do Campeonato de Estrada que se realizou em várias freguesias (Terra-Chã, Porto Judeu, São Bento, Quatro Ribeiras, Fontinhas, São Mateus) e, sobretudo, nos protocolos estabelecidos com as Câmaras Municipais de Angra de Heroísmo e Praia da Vitória, AJITER (Associação Juventude Ilha Terceira) e, claro, com clubes filiados (ACM-A, SCB, CAT e CP4R).
 Pelo que se tem verificado, a maioria dos atletas, ao terminarem o 12º ano, prosseguem a sua missão académica em “terras continentais”, logo torna-se muito difícil assegurar a sua continuidade, bem como a qualidade dos resultados que ano após ano oscilam bastante, criando assim um vazio na mudança de escalão de Júnior para Sénior.
Realçamos a importância dos clubes (evitando assim intrusos que nada contribuem para a modalidade) se unirem no futuro para continuarem a desenvolver um atletismo que, como já referido anteriormente, respira saúde. Por outro lado, devem perceber que não dependem da associação a 100%. Devem desenvolver estratégias sólidas de captação de novos jovens e, sobretudo, de autofinanciamento, pois o futuro não se avizinha nada fácil.  
Não nos podemos esquecer dos ajustes orçamentais implementados pelo governo, pois em três anos houve menos 52% de verba disponível para o atletismo açoriano.
Não serve de desculpa para os erros desta Direção, Gabinete Técnico ou Conselho de Arbitragem, mas ajuda a justificar muitas estratégias adotadas no plano anual de actividades ao longo do ano, como por exemplo reduzir o número de competições ou juntar mais do que uma competição numa só jornada, entre outras… 
Para a próxima época desportiva, a nova direção e gabinete técnico já tem algumas ideias para pôr em prática, tentando assim superar os ajustes orçamentais, ideias essas que deverão ser adotadas pelos clubes.
Deixa-se a ideia lançada recentemente: quem quiser praticar desporto por lazer ou de competição, terá de pagar”.