Um
pouco da história (excerto) do CF Vasco da Gama, apresentada por Armando Rodrigues no 63º
aniversário do clube, que contou com muitas personalidades de vários
quadrantes, de onde se destacam a presença de Ricardo Rodrigues, presidente da edilidade de Vila Franca do Campo.
“O Clube de Futebol Vasco da Gama completa
hoje, 19 de Março de 2014, 63 anos de existência. Foram os seus estatutos
criados em 1951, e a sua constituição enquanto pessoa colectiva e de natureza jurídica,
reconhecidos pela publicação no Diário da República, a 26 de Junho de 1956. Faz
parte do restrito leque de clubes que mantém a sua actividade sem interrupção,
desde a data da sua fundação. Foram cinquenta anos em actividade desportiva,
social e comunitária com o escalão de seniores e até à data, com dois escalões
de formação: os benjamins (dos 8 aos 10 anos) e os infantis (dos 11 aos 12
anos).
Quiseram os fundadores desta
equipa do povo, reunir os homens do mar e do campo e, juntos com os da
construção civil, erguer o clube mais popular de Vila Franca do Campo. Foram
eles, Carlos da Silveira Moniz, António Câmara, José Damião Medeiros Melo, Raúl
Ponte, Antonino Dias Furtado e Alfredo Moniz Gago da Câmara, e cuja presença de
alguns familiares directos, valoriza superiormente estas comemorações,
destacando-se os familiares directos como o Dr. António Medeiros Damião, Jorge
Alberto Bulhões Gago da Câmara e João Damião, em representação de seu pai, Dr.
José de Medeiros Damião, presidente vitalício da Assembleia Geral, filho de um
dos fundadores.
E gostaria aqui de agradecer
a honrosa presença das entidades públicas, salientando-se o sr. Presidente da
Câmara, Dr. Ricardo Rodrigues, o vice-presidente e os vereadores, o
representante da Associação de Futebol de Ponta Delgada, bem como a valorosa
presença de alguns dos seus mais antigos directores e atletas, sócios e
simpatizantes.
Esta associação desportiva
que foi reconhecida de Utilidade Pública pelo Jornal Oficial nº 8, II Série de
22 de Fevereiro de 2010, ao longo de mais de seis décadas e com várias gerações
de atletas, conseguiu, em seu redor, agregar sob a trilogia: “sangue, suor e
lágrimas”, a simpatia de ferrenhos e fervorosos adeptos que, numa empatia quase
familiar, foram amealhando alguns êxitos a nível local e regional no velho
Campo da Mãe de Deus, que eles próprios construíram em 1953, incentivados pelo
amor vascaíno de António Dias Furtado conhecido carinhosamente como Antonino
Barrão.
Desde sempre este clube do
povo ou «clube dos pobres», como muitos lhe chamavam, ultrapassou muitas
dificuldades no campo financeiro mas que nunca inibiu que as suas direcções se
empenhassem sempre em fornecer aos seus escalões os melhores equipamentos e
condições para praticarem o seu futebol de forma saudável e em segurança –
condições estas que foram sempre apanágio desta associação e reconhecida por
muitos atletas adversários...".
Gostaria de realçar, por
entre muitas conquistas desportivas, de que foi o escalão de Júniores do Vasco
da Gama, orientados por António José Pinheiro que, na década de oitenta,
fizeram história nesta ilha por serem a equipa micaelense que, pela primeira
vez, competiram em jogos oficiais para o campeonato nacional neste escalão, com
três grandes do futebol português, jogando com o Sporting, Marítimo e o Porto,
este último, sagrando-se Campeão Nacional...”.
DFA
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